Poema nº 11 - Clarão

Poema nº 11 - Clarão

Este canal do YouTube é dedicado exclusivamente ao áudio do texto abaixo. Ouça o texto na voz de Luiz Sampaio.

Clarão

cantar o que há
para cantar
cantar mesmo que
insisto
nada à vista
exista de se cantar

dar o sopro à chama acesa
avivar as luzes das palavras
arrebentar a noite com auroras
desmascarar a multidão com um rosto

Existo em poder
invisto
mesmo que a um passo
a montanha do silêncio
avance
para me soterrar

Luiz Sampaio

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